Avaliação Externa Estadual

Avaliação Externa Estadual

A Secretaria de Educação do Estado implantou sistema de avaliação externa para os estudantes do 2º ano do ensino fundamental e do ensino médio com a finalidade de obter informações seguras sobre o desempenho dos estudantes e definir políticas mais adequadas ao contexto investigado. Os dados obtidos pela avaliação externa estadual devem ser somados aos resultados das avaliações realizadas na escola para se ter conhecimento sobre o que funciona de forma satisfatória e sobre o que precisa ser ajustado e melhorado.
 
- Sistema de Avaliação Baiano da Educação – Sabe 
O Sistema de Avaliação Baiano da Educação – Sabe –  foi concebido para subsidiar o monitoramento da qualidade da educação das redes públicas (estadual e municipais). Em desenvolvimento desde 2007, produz diagnósticos e aponta caminhos para o acompanhamento e a realização de intervenções nas escolas.
 
O Sabe é composto por dois projetos de avaliação de desempenho de estudantes: a Avaliação Externa do Ensino Médio e a Avaliação Externa da Alfabetização.
 
Avaliação Externa do Ensino Médio – Avalie Ensino Médio
AVALIE - Ensino Médio - Projeto de avaliação externa do desempenho dos estudantes do Ensino Médio, inédito no país por avaliar as quatro áreas do conhecimento e a produção textual. Foi concebido para produzir informações sobre o desempenho dos estudantes do ensino médio e o valor agregado pela escola nessa etapa de ensino. Além disso, o Avalie foi construído para subsidiar o desenvolvimento de políticas que possibilitassem não só o acesso e a permanência dos estudantes, mas a garantia das aprendizagens necessárias a cada série escolar e a autonomia e a criticidade dos sujeitos.  
 
Objetivo
Acompanhar a evolução do rendimento dos estudantes de Ensino Médio Regular e da Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio, a fim de promover estudos sobre os valores agregados ao rendimento escolar dos estudantes avaliados.
 
Desenvolvimento
No triênio 2008-2010, o Avalie Ensino Médio acompanhou a evolução do rendimento dos estudantes de 232 escolas exclusivas de Ensino Médio, a partir da aplicação de testes e questionários, utilizando como referencial a matriz de competências e habilidades do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
 
Em 2008, o projeto avaliou os estudantes da 1ª série do ensino médio, em 2009, os mesmos estudantes foram avaliados na 2ª série e em 2010, os estudantes da 3ª série foram incentivados a participar do Enem para a realização de um estudo comparativo dos resultados. 
 
Continuidade
No triênio 2011-2013, o Avalie Ensino Médio passou a atender a todas as escolas estaduais de Ensino Médio Regular e da Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio (EPI), abrangendo os estudantes de 1090 escolas baianas.
 
Em 2011, foram avaliados todos os estudantes da 1ª série do EM e 2ª série da EPI, em 2012, os estudantes da 2ª série do EM e da 3ª série da EPI e, em 2013, o projeto avaliou, censitariamente, os estudantes da 1ª e 2ª série do EM e da 2ª e 3ª série da EPI e, amostralmente, a 3ª série do EM e 4ª série da EPI.  
 
Os dados apresentados nas imagens que seguem revelam o desempenho dos estudantes avaliados nas três séries do ensino médio e da educação profissional, em Matemática, Linguagens, História, Geografia, Física, Química e Biologia.
 
 
 
 
 
 
Os resultados do Avalie revelaram um crescimento muito pequeno na proficiência dos estudantes respondentes das três séries avaliadas.
 
 
 
 
 
 
Os dados do Avalie possibilitaram uma comparação do desempenho entre os estudantes avaliados nas edições realizadas em 2011, 2012 e 2013. Esses dados vêm possibilitando o diagnóstico e a reflexão acerca do trabalho pedagógico e da gestão e a (re) definição de políticas educacionais, além de subsidiar as unidades escolares sobre os conteúdos e as habilidades que precisam ser construídas em cada série do ensino médio. 
 
Durante os anos subsequentes à aplicação do Avalie, os resultados têm servido para:
 
produzir novos estudos a partir dos dados levantados em 2011, 2012 e 2013 com os estudantes avaliados, 
subsidiar discussões com os projetos estruturantes da Secretaria; 
apoiar e orientar as formações de docentes do ensino médio;
elaborar  notas técnicas, em atendimento às diferentes instâncias (governador, secretário da educação, superintendentes, diretores regionais e demais profissionais do órgão central e das unidades escolares) acrescidas de cruzamento dos resultados de outras avaliações que ocorrem nas unidades escolares.
 
A partir das informações produzidas por meio dos questionários aplicados aos estudantes, gestores e professores é possível ainda a realização de estudos sobre o perfil dos atores envolvidos, além da análise do impacto do clima e da gestão escolar sobre o desempenho dos estudantes.  
Com o aprofundamento do estudo do desempenho dos estudantes avaliados, as unidades escolares podem  observar e comparar as habilidades dos estudantes, ano a ano, a fim de saber o quanto eles aprenderam e quais os conhecimentos escolares que não foram consolidados. Dessa forma, pode-se promover ações estratégicas, envolvendo gestores, professores, estudantes e a família para acompanhamento sistemático da aprendizagem dos estudantes. 
 
Para compor os instrumentos de avaliação foi preciso definir uma Matriz de Referência para cada área do conhecimento, contendo descritores específicos. A elaboração dessas matrizes contou com a participação de professores da rede estadual que atuam nas escolas de Ensino Médio e técnicos que atuam no Órgão Central. Eles consideraram, como referência, os Parâmetros Curriculares Nacionais, as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e as habilidades e competências consideradas essenciais para cada série do Ensino Médio.
 
Vale salientar que as Matrizes de Referência são recortes de habilidades básicas que compõem a matriz curricular, de caráter mais amplo e contextual. Essas Matrizes podem ser acessadas no portal do Avalie
 
Em relação à produção textual, foram consideradas as competências do Enem:
I – Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.
II – Compreender a proposta de produção textual e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto argumentativo.
III – Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
IV – Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguístico necessários para a construção da argumentação.
V - Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

 

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