Colégio Estadual realiza oficina para agricultores familiares

A população do município de Canarana vai poder aprender com os estudantes do curso técnico em Agroecologia e Agropecuária do Colégio Estadual José Ribeiro de Araújo práticas de segurança alimentar, geração de renda, noções de higiene para manipulação de alimentos, conservação, processamento, armazenamento e industrialização dos alimentos. Isso será possível durante a I Oficina para agricultores familiares e estudantes, que começou na última terça-feira e prossegue até sexta-feira (13), na própria unidade escolar.


Também ganhará destaque a importância socioeconômica de produtos agrícolas cultivados na região, como milho, palma e mandioca. As oficinas discutem temas como benefício dos derivados da palma, do milho e da mandioca, como produzir a multimistura, a técnica da pintura em tecidos e da fabricação de produtos de limpeza ecológicos, à base de gordura. De acordo com o articulador do curso técnico, Carlos Ney, em cada oficina será trabalhado um produto agrícola muito cultivado na região, por exemplo, a palma.

 

"Os agricultores usam a palma para alimentar os animais, não sabem que ela tem grande valor para alimentação humana. Nas oficinas, os agricultores serão conscientizados a reconhecer o valor nutritivo deste alimento para a saúde do homem”, explicou. A oficina é uma ação do Colégio Estadual José Ribeiro de Araújo em parceria com a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). Além de técnicos agrícolas da empresa, formandos em agropecuária da unidade escolar e monitores do curso técnico em agropecuária serão responsáveis para ministrar o evento.
 

A proposta do projeto pedagógico é demonstrar como o Colégio Estadual José Ribeiro de Araújo, que é uma das 105 unidades que ofertam Educação Profissional no Estado, além dos 46 Centros, cumpre sua função social e de extensão rural, ao disponibilizar informações, inovações, conhecimento técnico-científico e socioculturais, ligados à agropecuária e ao meio ambiente regional.
 

A atividade se baseia no trabalho como princípio educativo da intervenção social e da construção das tecnologias sociais, demonstrando como os futuros técnicos estão sendo qualificados e formados para serem profissionais competentes, éticos, cidadãos participativos, responsáveis, críticos e criativos diante da realidade em que vivem.

 
 
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