Educação Integral chega a 70% das escolas estaduais

A Secretaria da Educação do Estado da Bahia ampliou, este ano,  em 70% a oferta da  Educação Integral, passando de 398 unidades escolares em 2011, para mais de mil escolas da rede pública.  Isso significa que mais estudantes da Bahia terão a oportunidade de permanecer na escola, em outro turno, participando de oficinas de letramento e de matemática, prática de atividades científicas, esportivas, recreativas e culturais e cursos da educação profissional.
 
A participação na Educação Integral é voluntária e os estudantes que passam os dois períodos na escola têm direito a três refeições diárias, incluindo o almoço. “Eu adoro ficar aqui, principalmente, porque leio muitos livros, revistas, jornais e escuto músicas também. O meu vocabulário já melhorou muito”, diz Loane Costa Lago, também estudante da 8ª série do Colégio  Estadual Antônio Carlos Magalhães, em Salvador.
 
Para a diretora do Colégio ACM, Célia Santana, a Educação Integral representa um avanço na vida dos estudantes. “É visível, o nosso Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) aumentou e a escola é participante assídua das manifestações culturais na cidade, principalmente quando relacionadas à literatura, inclusive envolvendo as bibliotecas públicas”.
 
As atividades da Educação Integral desenvolvidas nas escolas estaduais da Bahia são proporcionadas pelos programas do Ministério da Educação (MEC): Mais Educação, voltado para o ensino fundamental; Ensino Médio Inovador, que beneficia estudantes do semiárido, e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que oferece cursos de educação profissional a pessoas de diferentes perfis, desde os estudantes de ensino fundamental e médio a trabalhadores e beneficiários de programas federais de transferência de renda.
 
A dona de casa Luziana Santos, mãe do estudante do ensino médio Edmundo Carlos Santos Júnior, no Colégio Estadual Edvaldo Brandão, no bairro Cajazeiras,  comemora o fato de o filho passar o dia inteiro  na escola. “O bom é que ele mesmo chegava em casa dizendo que foi ótimo ter ido para tirar todas as dúvidas, principalmente, de matemática”, conta a dona de casa, referindo-se ao acompanhamento pedagógico dispensado aos estudantes nas oficinas do Programa Mais Educação.

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