Secretaria da Educação incentiva uso da agricultura familiar na alimentação escolar

Foto: Geraldo Carvalho - Ascom/Educação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Frutas, verduras, sucos, iogurtes, leite, café, ensopado de carneiro, cuscuz, bolos, biscoitos, sequilhos, queijos e muito mais. Esses foram alguns dos produtos da agricultura familiar disponibilizados no café da manhã que reuniu, nesta sexta-feira (07/08), no auditório da Secretaria da Educação do Estado, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), educadores, gestores da própria Educação, da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), diretores de escolas do Núcleo Regional de Educação de Salvador e Região Metropolitana (NRE 26) e cooperativas. O objetivo foi incentivar a compra de produtos oriundos da agricultura familiar pelas escolas da rede estadual para uso na alimentação escolar.
 
O encontro buscou, também, apresentar aos diretores as diversas opções de produtos disponibilizados e discutir sugestões sobre novos formatos de credenciamento das cooperativas. “A ideia é conscientizar os diretores de escolas da importância da aquisição dos produtos da agricultura familiar e também definir melhores condições para facilitar a compra, o credenciamento e a entrega dos produtos”, explicou Darlan dos Santos, superintendente de Planejamento e Organização da Rede Escolar, da Secretaria da Educação do Estado.

"A ideia é conscientizar os diretores de escolas da importância da aquisição dos produtos da agricultura familiar", Darlan dos Santos, superintendente de Planejamento e Organização da Rede Escolar

O superintendente da Agricultura Familiar (Suaf), Marcelo Matos, da Secretaria de Desenvolvimento Rural, destacou a qualidade e diversidade dos produtos oferecidos. “Essa apresentação é fundamental, pois podemos mostrar aos diretores escolares que a merenda pode ser contida de uma alimentação mais saudável. Além, é claro, de contribuírem para beneficiar os microagricultores da Bahia”.
 
Entre as 20 expositoras, a Cooperativa dos Derivados do Leite da Região do Vale do Rio Gavião (Coodeleite), apresentou a produção de doce de leite em pasta e barra, leite pasteurizado, iogurte e queijo. “Poder fornecer para a alimentação escolar é dar a oportunidade aos estudantes de consumirem produtos orgânicos, ou seja, mais saudáveis. Até porque o público-alvo, em sua grande maioria, é formado por crianças e jovens”, enfatiza a presidente Angélica Meira.
 
Já a sócia-diretora da Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultores de Barra do Choça (Cooperbac), Regina Dantas, falou da importância do evento. “Esses encontros são um momento de provocação, porque não apenas divulgam os alimentos, mas mostram que é possível levar à mesa dos refeitórios produtos de qualidade única.”

 

Foto: Geraldo Carvalho - Ascom/Educação

 

Entusiasmado com a possibilidade de conhecer novas opções para a alimentação escolar, o vice-diretor Paulo Silva de Oliveira, da Escola Estadual Edson de Souza Carneiro, em São Caetano, falou do seu objetivo em participar do evento. “Também faz parte da educação possibilitar esse consumo mais saudável de alimentos. Nós já temos alguns produtos originados da agricultura familiar, como polpa de fruta e verdura. Mas aqui, observo que temos muito mais alternativas”.
 
Alimentação Escolar
O modelo de alimentação escolar desenvolvido na rede estadual se consolidou como uma referência para diversos países. Desde 2012, delegações de países como a Etiópia, Tanzânia, Mali, Malawi, Senegal, Haiti, Zâmbia e Costa do Marfim visitaram o Estado para conhecer, de perto, experiências exitosas em unidades escolares.

 

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