Colégios de Praia do Forte e de Itabuna concorrem a prêmio nacional por projetos de sustentabilidade

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A construção de uma sala de arte usando bambu e a produção de plástico com a banana verde. Estes dois projetos desenvolvidos por estudantes e professores do Colégio Estadual Alaor Coutinho, localizado em Praia do Forte, e do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, respectivamente, concorrem, nesta terça-feira (05), em São Paulo, à 4ª edição do Prêmio Respostas para o Amanhã. Esta é uma iniciativa da Samsung, para estimular projetos científicos que buscam soluções sustentáveis para problemas existentes na comunidade em que vivem. As gestoras e professores coordenadores dos projetos nas unidades escolares embarcaram, nesta segunda-feira (5) para participar da premiação.
 
Ao todo, foram inscritos 1.371 projetos, de 41.929 estudantes de escolas públicas de todo o país, com a seleção de 25 projetos, cinco de cada região do Brasil. Os dois projetos da rede estadual ganharam a etapa regional da premiação, sendo os únicos a representar a Bahia.
 
O projeto “Biosala: sala de artes, sala da vida”, do Colégio Estadual Alaor Coutinho, visa a construção de uma sala de artes sustentável, utilizando os princípios da bioconstrução, por meio do resgate dos saberes tradicionais indígenas e afrodescendentes. Para tanto, os estudantes já chegaram a fazer um curso de tratamento de bambu ministrados por indígenas da aldeia Kariri-xoco e especialistas em bioconstrução para a implantação do telhado que será construído com estrutura de bambu.
 
Já o “Bioplástico de banana verde”, do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, tem como um dos objetivos encontrar uma alternativa sustentável para o uso da banana verde, que é inviável para o comércio, na produção do ‘plástico’ biodegradável de rápida decomposição, minimizando assim, o uso ou descarte do plástico convencional e, consequentemente, diminuindo a poluição do meio ambiente.
 
A diretora do Colégio Estadual Alaor Coutinho, Maria do Socorro de Deus, disse que o clima já é de festa na comunidade escolar. “Já estamos entre os 25 melhores do Brasil e isso é uma vitória, um grande reconhecimento do trabalho pedagógico que foi inovador e buscou uma alternativa sustentável para a nossa escola. Estamos felizes, já ganhamos um notebook da Samsung e estamos celebrando”, afirmou.  A professora Fátima Tanaka disse que a premiação é um estímulo à iniciação científica. “Isto é um incentivo muito grande, ver um projeto dando fruto, com o envolvimento dos alunos dentro de um trabalho de iniciação científica em sala de aula”, afirmou.
 
A gestora do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, Ednail Miranda, viajou acompanhada pelo professor Robson Almeida, da disciplina de Biologia. Ela fala da alegria pelo reconhecimento. “Estamos muito felizes com a repercussão e o reconhecimento deste projeto, que foi desenvolvido em sala de aula. É um orgulho para toda a nossa escola que recebeu, este ano, o projeto Escolas Culturais e está fomentando, cada vez mais, o protagonismo dos nossos estudantes por meio da Ciência, da Inovação, da Arte e da Cultura”, afirmou.
 

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